Extraído do Blog do Helena (Colunista do site Ig).
18/06/2009 - 13:41
RAMIRES, UM PASSO À FRENTEFutebol é conjunto, o amigo sabe muito bem. Mas, à vezes, bastam uma ou duas substituições e o caos ganha ordem e sentido.
Foi mais ou menos isso o que aconteceu com a Seleção Brasileira, na categórica vitória sobre os EUA, na Copa das Confederações: a entrada de Ramires, no lugar de Elano, como se esperava, dinamizou nosso meio de campo e o ataque, botou no jogo Maicon, que fez excelente partida, e o resultado aí está: 3 a 0, gols de Felipe Mello, Robinho e Maicon. Em todos os três, Ramires esteve na origem das jogadas fatais.
Isso, sem falar em tantas outras trocas rápidas de bola com Kaká, Robinho, Luís Fabiano, Maicon etc, pois Ramires é um desses raros ungidos com o dom da ubiquidade: ora está aqui atrás, cobrindo Maicon e no átimo seguinte, lá na frente, espetando a defesa adversária. Tem excelente técnica, é hábil, leve e versátil. E todos esses atributos transfiguram qualquer time de futebol, sobretudo nossa Seleção, tão previsível no setor de meio de campo, mas que possui um grande poder de fogo à frente, com Kaká, Robinho e Luís Fabiano.
E, com seus avanços velozes e constantes, tira um jogador adversário do setor de armação, limpando a área para até Gilberto Silva sentir-se mais solto e produtivo.
Do outro lado, tivemos a presença de André Santos, jogando como se a camisa canarinho fosse uma pluma. Marca muito melhor do que a maioria dos laterais-esquerdos que se revezaram até agora por ali. E avança sem medo, mas com as devidas precauções, reanimando Robinho, que vinha mal, também, por falta de apoio no setor.
Quer dizer, então, que está tudo resolvido no universo Dunga? Nada disso, há muito ainda que percorrer até chegarmos lá. Mas, já foi um passo adiante na formação ideal do nosso time. Se vamos levantar a taça, isso é outro departamento. Mas, que melhoramos bem em relação à estreia, ah, disso não resta a menor dúvida.